Curso de cerca elétrica realizado em Pindoba – Al

CURSO DE CERCA ELÉTRICA REALIZADO EM PINDOBA – AL

O curso de cerca elétrica, que tem o objetivo de capacitar os produtores e funcionários dos produtores participantes do Mais Pasto sobre os benefícios de implementar a cerca nas propriedades. Alguns dos benefícios são:

  • Baixo custo de investimento (pelo menos quatro vezes menor que a convencional);
  • Cerca móvel (podendo ser remanejada para diversos piquetes);
  • Cerca funciona com a utilização de um kit solar;
  • A cerca suporta a tração animal;
  • Manutenção simplificada;
  • Menor quantidade de arame utilizado (arame liso, o que reduz ainda mais os custos);
  • Maior espaçamento entre as estacas (podendo chegar até 20 metros), reduzindo o número de estacas utilizadas.

O treinamento foi realizado na fazenda Jardim, localizada no município de Pindoba. As aulas teóricas foram acompanhadas da prática mostrando a implantação da cerca elétrica no local.

Encontro Internacional de Pastoreio Voisin é encerrado com dia de campo


A sétima edição do Encontro Internacional do Pastoreio Voisin foi encerrada nesta sexta-feira, 25, com um dia de campo realizado na Fazendo Ybyporanga, localizada no município de Olho d’Água das Flores, no sertão de Alagoas.
Na visita técnica a área rural, que foi acompanhada pelo presidente da Faeal, Álvaro Almeida, foram apresentados modelos de bezerreiros e a produção de palma forrageira, além da utilização de sombreamento de pastagens, entre outras técnicas aplicadas na propriedade a partir do conhecimento repassado pelo programa do Senar-AL, Alagoas Mais Pasto.
Na oportunidade, os participantes do encontro, que reuniu pecuaristas e pesquisadores do Brasil e de várias partes do mundo, também tiveram a oportunidade de conhecer o sistema de cerca elétrica da propriedade e o sistema administrativo utilizados na propriedade rural.
“Promovemos um evento que foi um verdadeiro sucesso. Após a realização deste encontro, a pecuária alagoana passará por grandes mudanças”, afirmou Álvaro Almeida, acrescentando que o programa Alagoas Mais Pasto poderá ser ampliado no Estado com a chegada de novos parceiros.
Para o secretário da Agricultura, Álvaro Vasconcelos, o evento foi uma excelente oportunidade para divulgação das atividades agrícolas em Alagoas, e serviu como aprendizagem para os produtores rurais, técnicos, pesquisadores e estudantes. “A iniciativa Faeal foi propositiva porque trouxe conhecimento e tecnologia que podem ser utilizadas nas propriedades rurais de Alagoas, e contribuiu também para a diversificação das áreas da cana”, finalizou.

Novo sistema de plantio é apresentado a fornecedores de cana

Os avanços tecnológicos da lavoura da cana com o plantio de baixa densidade de gemas foram apresentados na palestra do vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária no Estado de Alagoas (Faeal), Edilson Maia, realizada nesta segunda-feira, 14, no auditório do Senar-AL, em Maceió.

O encontro reuniu centenas de produtores rurais, em especial, fornecedores de cana em busca de alternativas capazes de promover o aumento da produtividade sem elevação de custos.

“Desenvolvemos este conceito de plantio com o objetivo de reduzir custos. Nele, a quantidade de semente de cana, por hectare, pode ser reduzida em até 70%. É um número expressivo. O momento que vivemos hoje é oportuno para dedicar uma atenção especial à cultura da cana em Alagoas”, afirmou Maia.

Edilson Maia reforçou ainda que, para adotar este novo conceito de plantio, é importante iniciar com mudas pré-brotadas que têm um alto valor vegetativo e com sanidade, proporcionando maior produtividade e lucro para o produtor rural.

Na oportunidade, também foram apresentados os
resultados obtidos pela plantadora de cana de seis linhas desenvolvida por Edilson Maia e que vem colhendo resultados significantes com a utilização de menos sementes por hectares.

Participaram do evento o presidente da Faeal, Álvaro Almeida e da Asplana, Edgar Filho, além do secretário de Agricultura de Alagoas, Álvaro Vasconcelos.

Entusiasmado com novo conceito de plantio apresentado, Álvaro Almeida considerou que a palestra trouxe um tema relevante para os produtores rurais.

“Desta forma, o produtor pode plantar com maior qualidade, obtendo também mais lucro. Edilson Maia é um técnico neste tema e temos a certeza que os avanços apresentados irão revolucionar o plantio de cana não só em Alagoas, mas em outros Estados. Para se plantar um hectare são necessárias 18 toneladas de cana e com o conceito apresentado por ele com apenas cinco toneladas o produtor pode cobrir o mesmo tamanho de área”, reforçou o presidente da Faeal.

O evento contou ainda com a participação de Jorge Mangoline, técnico do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia Biotenol de Campinas, palestrante convidado que apresentou o tema “A mecanização de cana-de-açúcar: do plantio à colheita”.

“O grande desafio na região Nordeste é justamente desenvolver máquinas modernas que sejam utilizadas em áreas acidentadas, em ladeiras, como é muito comum em Alagoas”, afirma o especialista do Núcleo de Maquinas do Laboratório Nacional.

FORRAGEIRAS PARA O SEMIÁRIDO – PECUÁRIA SUSTENTÁVEL

As espécies de forrageiras resistentes à seca foram apresentadas no Workshop Forrageiras Para o Semiárido – Pecuária Sustentável, uma parceria entre Sistema CNA (CNA/SENAR/ICNA) e Embrapa.

O evento foi realizado nos dias 23, 24 e 25 de maio, na Embrapa Gado do Corte localizado no Mato Grosso do Sul, com o intuito de discutir sobre as URTs (Unidades de Referência Tecnológica) que serão implantadas no semiárido brasileiro, com o objetivo é impulsionar o desenvolvimento de forrageiras tropicais tolerantes à seca e seu uso racional por meio do orçamento forrageiro anual, no semiárido brasileiro, e justifica-se diante das inúmeras dificuldades enfrentadas na produção pecuária na região semiárida brasileira, como a ocorrência de longos períodos de estiagem.

O workshop contou com a participação de técnicos e supervisores dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Japoneses trazem avanços tecnológicos na produção de sorgo


Os avanços tecnológicos obtidos com o melhoramento genético do sorgo, desenvolvidos pela empresa EarthNote em parceria com universidades japonesas, foram apresentados, nesta quinta-feira, 08, a representantes do setor agropecuário alagoano durante encontro realizado na Faeal.

Na reunião, coordenada pelo vice-presidente da Federação da Agricultura de Alagoas, Edilson Maia, foi discutida a implantação de variedades do grão capazes de se adaptarem as condições climáticas da região do semiárido alagoano. A abertura do evento contou a presença do secretário de Estado da Agricultura, Álvaro Vasconcelos.

”São pesquisadores de arroz que nos últimos anos têm desenvolvido uma pesquisa com sorgo, criando produtos de alta qualidade tanto nos segmentos de forragem, sacarino, etanol de primeira e de segunda geração. Este grupo, que está presente em vários continentes, resolveu vir para o Brasil e optou por Alagoas para iniciar um novo trabalho de campo”, afirmou o vice-presidente da Faeal, lembrando que em Alagoas existe apenas a utilização do grão para alimentação animal.

Segundo Roberto Adaniya, gerente da Toyota Tsusho no Brasil e que representa a EarthNote Japan, a empresa detém o dominio da tecnología de hibridização de semente de sorgo, onde é possivel fazer uma variedade específica para cada região. “Neste caso, a semente se adaptaria muito bem ao Brasil. Escolhemos Alagoas pelo histórico que o Estado tem no plantio de cana e produção de açúcar e etanol, declarou.

A EarthNote testará suas primeiras sementes do sorgo em Alagoas em parceria com a usina Caeté. São 1.500 híbidros que poderão ser analisados para saber qual melhor se adapta a região.

“Alagoas tem áreas disponíveis para desenvolver pesquisas com a cultura do sorgo e o governo de Alagoas vai dar todo apoio e incentivo para as pesquisas que o grupo do Japão irá desenvolver no estado”, assegurou o secretário Álvaro Vasconcelos.

Segundo ele, além do apoio do governo, os empresários japoneses também vai contar com a colaboração e o acompanhamento dos técnicos e pesquisadores da Federação da Agricultura, Ufal, Embrapa e da Seagri.

“Eles têm todo o sequenciamento genético do sorgo e conta com varios campos experimentais no mundo em áreas semelhantes a Alagoas. O Estado tem toral interesse e fornecerá apoio a este programa. Por isso, vemos a iniciativa com bons olhos por gerar uma melhor qualidade e uma maior quantidade de sorgo no Estado”, frisou Hibernon Cavalcante, superintendente de Desenvolvimento Agrícola da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura de Alagoas.

O encontro contou com a presença também de representantes do Ministério da Agricultura, Embrapa e da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

A EarthNote tem origem no Japão e trabalha com o desenvolvimento de sementes de sorgo com todo o mapeamento genético dos seus produtos.

Seus parceiros e pesquisadores são ligados as universidades do Japão, a exemplo de Tokyo University, Nagoya University, Tokyo University of Agriculture and Technology, entre outras.

Senar-AL realiza programas de Saúde da Mulher e do Homem em Viçosa

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Alagoas (Senar-AL) retoma, a partir de junho, as atividades dos programas de prevenção aos cânceres de útero e de próstata nas comunidades rurais do Estado, respectivamente Saúde da Mulher e Saúde do Homem.

A primeira ação de 2017, realizada em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária no Estado de Alagoas (Faeal) está prevista para o próximo dia 02 de junho, no município de Viçosa, zona da mata alagoana.
Desta vez, segundo informou os responsáveis pela coordenação dos programas, os procedimentos serão realizados em locais distintos e terão início a partir das 8 horas.

No caso das mulheres, o atendimento médico e a realização do exame papanicolau ocorrerão no posto de saúde Oswaldo Brandão. Já os homens, que serão submetidos a coleta de sangue para a o exame de PSA, serão atendidos no Centro de Formação Cônego Pimentel Jatobá.

As ações dos programas Saúde da Mulher e Saúde do Homem contam também com palestras educativas sobre a prevenção ao câncer do colo do útero e de próstata, além de cortes de cabelo e distribuição de kits para os participantes.

Jovens concluem curso de Aprendizagem Rural, na Usina Caeté

Sim, assim como disse Gonzaguinha, nós somos “eternos aprendizes”, somos aprendizes da vida, nós aprendemos uns com os outros todos os dias, e é por isso que agradecemos pela oportunidade que nos foi dada. Palavras de um dos 25 concluintes do Programa Jovem Aprendiz, da usina Caeté, na ocupação de Mecanização Agrícola.
Após oito meses de treinamento, eles receberam os certificados de qualificação, na quarta feira (26 de março de 2017). Durante o período de aprendizado, cumprido em 800 horas, os jovens do município de São Miguel dos Campos, na Região Sul de Alagoas, foram funcionários temporários da empresa, contando com uma remuneração de meio salário mínimo e registro na Carteira Profissional.
A coordenadora do Programa Jovem Agricultor Aprendiz de Alagoas, Graziela Freitas, destaca que a iniciativa impulsiona o intelecto dos alunos para as habilidades técnicas de várias áreas que compreendem o meio rural, tornando-os aptos ao desempenho de um novo ofício.
“O programa contribui significativamente para o desenvolvimento profissional de um público carente de oportunidades, como são os jovens do campo. Além de garantir o direito à profissionalização, prevista na Constituição Federal de 1988, regulamentada pela Lei de Aprendizagem 10. 097/2000 e o decreto 5598/2005, enfatizou a coordenadora.
Na contramão da crise, nos deparamos com a expansão do setor agrícola no Brasil, que incrementa a economia e requer mão de obra qualificada na mesma proporção.

1º GRANDE ENCONTRO ALAGOANO DE APICULTURA E MELIPONICULTURA ZUMBI DOS PALMARES

O presidente da Federação da Agricultura/AL (Faeal), Álvaro Almeida e o presidente da Federação Alagoana de Apicultura e Meliponicultura, Diego dos Santos, convidam criadores de abelhas e demais interessados, para o I ENCONTRO ALAGOANO DE APICULTURA E MELIPONICULTURA ZUMBI DOS PALMARES, no período de 5 a 7 de maio/2017, no Espaço Vergetão, em União dos Palmares.

Maiores informações através do fone (82) 99922-4629 – e-mail diegomcz@gmail.com e site www.1grandeecontro.com.br.

Na contramão da crise, agronegócios devem puxar PIB Brasileiro

Setor que representa quase 23% do produto interno bruto deve crescer quatro vezes mais que o total nacional. Com a divulgação do novo Boletim Focus, do Banco Central, no último dia 10, fica a dúvida: quem irá puxar o crescimento do PIB, previsto em 0,4% pelas instituições financeiras participantes do relatório semanal do BC?

Com previsão de safra em 217 milhões de toneladas na temporada 2016/17 contra 186 milhões no período anterior, conforme o índice Indicador Brasil, da Expedição Safra, tudo indica que vai sobrar para o campo salvar a lavoura.

A estimativa do crescimento PIB do agronegócio é de 2%, conforme a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O setor representa quase 23% do total produto interno nacional.

Por outro lado, a produção industrial apresenta recuo de 4,8% nos últimos 12 meses, conforme o último relatório pelo IBGE, atualizado no dia 11/04 e que leva em conta dados de fevereiro. As vendas do comércio varejista também não animam: queda de 7%, com a 22ª taxa negativa seguida, pela última análise do IBGE.

Salvador da pátria
Vários fatores estão sendo determinantes para que o setor agro seja o “queridinho” da economia no momento. Camilo Motter, economista e analista de mercado da Granoeste Corretora, lembra que o segmento responde por 33% da produção nacional — incluindo a produção, cultivo, frigoríficos e outros elementos do agronegócio.

“Em termos de exportações, o setor responde por mais de 40% do total nacional. Como é muito dinâmico e exportador, quando há uma crise interna, conseguimos conquistar espaço lá fora. Além disso, o volume de áreas de plantio cresceu, a tecnologia melhorou e os preços dos anos anteriores mantinham uma boa transferência de renda para o produtor. E o mais importante: o clima contribuiu de forma definitiva”, afirma o consultor da empresa, focada na comercialização de grãos.

As exportações de carne também mostram números sólidos. Mesmo com a polêmica da operação Carne Fraca, houve alta de 9% nas vendas no último mês, comparado ao mesmo período do ano passado.

O total de exportações de carne foi de US$ 1,11 bilhão contra US$ 1,02 bilhão em março de 2016. “A recuperação e o retorno à normalidade estão acontecendo mais rápido do que qualquer um poderia prever”, diz. Para Motter, pesa o preço e o histórico de qualidade da produção nacional.

Mais exportações, menor transferência de renda

Se por um lado as exportações brasileiras estão em alta graças ao agronegócio, os produtores estão recebendo menos pelos produtos. “Sinceramente não sei se a produção maior vai compensar o nível de preço”, avalia Camilo Motter, da Granoeste.

No momento da conversão das vendas feitas em dólar para o exterior, há menor pagamento para o produtor, devido à valorização do real. “Com esse problema de transferência de renda, em muitos casos o produtor pode entrar no vermelho porque não terá mercado para exportar [o excedente]. Mesmo que o preço internacional não esteja ruim, continuamos limitados nas vendas por conta do câmbio”, afirma Motter. Fonte: CNA/Gazeta do Povo.

Outro risco é a concentração da produção em soja e milho. “A produção de soja está garantida, devido até a época de colheita, mas o milho ainda tem um longo caminho pela frente. Devemos ficar atentos à safra de inverno, muito exposta a variáveis climáticas”, alerta o especialista. Em abril passado houve estiagem, causando quebra do milho safrinha, refletindo em aumentos na carne e leite, já que a ração do gado tem como base esse insumo.