
O Sistema Faeal/Senar anuncia que o Bisturi Canavieiro, tecnologia desenvolvida em Alagoas pelo engenheiro agrônomo e produtor rural Edilson Maia, será um dos grandes destaques do estande institucional da CNA, FAEAL, SENAR, ICNA durante o NEON 2026, que acontece entre os dias 11 e 13 de junho, no Centro de Convenções de Maceió. A inovação vem despertando o interesse de produtores, pesquisadores e lideranças do setor sucroenergético em todo o Brasil por apresentar uma alternativa capaz de reduzir custos, aumentar a eficiência produtiva e ampliar a sustentabilidade dos canaviais.
Desenvolvido em Alagoas e já em processo de adoção em outros estados produtores, o Bisturi Canavieiro propõe uma mudança de paradigma no manejo da cana-de-açúcar. Em vez da mudança completa do canavial, a técnica promove a revitalização das áreas que produzem abaixo da viabilidade econômica, preservando as soqueiras existentes e corrigindo falhas de plantio, o que pode reduzir significativamente os custos de implantação e acelerar o retorno econômico ao produtor.
“A proposta do Bisturi é complementar as tecnologias já existentes no setor, sem desmerecer avanços importantes como o plantio direto pode ser feito pelo próprio equipamento, trazendo uma nova condição de manejo do solo e da lavoura”, explicou Edilson Maia, em entrevista ao portal Cana Online, durante a Agrishow, em Ribeirão Preto.
A tecnologia gera redução nos custos de renovação das lavouras, além de diminuir o uso de máquinas, diesel e insumos agrícolas. “Se tudo for feito dentro do protocolo, é possível alcançar um canavial com zero de falha”, completou Maia.
Para o presidente do Sistema Faeal/Senar, Álvaro Almeida, a presença do Bisturi Canavieiro no NEON 2026 representa o protagonismo de Alagoas na geração de soluções para os desafios do agronegócio brasileiro.
“O Bisturi Canavieiro é um exemplo da capacidade inovadora do produtor rural alagoano. Trata-se de uma tecnologia criada no campo, voltada para aumentar a competitividade, reduzir custos e fortalecer a sustentabilidade da cadeia produtiva da cana-de-açúcar. É motivo de orgulho para Alagoas apresentar essa inovação durante o NEON 2026, mostrando ao Brasil a força do conhecimento e da criatividade do nosso agro”, destacou Álvaro Almeida.
Além da demonstração da tecnologia, o estande da CNA/FAEAL/SENAR/ICNA será um espaço dedicado à apresentação de iniciativas voltadas à inovação, capacitação profissional, assistência técnica e desenvolvimento sustentável no meio rural. A expectativa é receber produtores, empresários, estudantes, pesquisadores e representantes de instituições de todo o país interessados em conhecer soluções capazes de impulsionar a produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro.
Reconhecido como um dos principais eventos de inovação e empreendedorismo do Nordeste, o NEON 2026 reunirá startups, investidores, empresas, instituições de ensino e entidades do setor produtivo.
Nesse cenário, o Bisturi Canavieiro chega como uma vitrine da inovação agrícola desenvolvida em Alagoas, reforçando o papel do estado como referência na busca por tecnologias que contribuam para o futuro sustentável da produção canavieira nacional.

Sobre Edilson Maia
Há profissionais que passam a vida estudando os desafios do campo. Outros dedicam décadas a enfrentá-los na prática. O engenheiro agrônomo Edilson Maia, vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas e do Conselho Administrativo do Senar Alagoas, reúne as duas características.
Produtor rural, pesquisador por vocação e inventor por necessidade, ele se consolidou como uma das figuras mais criativas do setor sucroenergético brasileiro, transformando problemas recorrentes da produção de cana-de-açúcar em oportunidades de inovação.
Radicado em São Miguel dos Campos, Maia fez da Fazenda Santo Antônio um verdadeiro laboratório a céu aberto. É ali que novas técnicas são testadas, aperfeiçoadas e validadas antes de chegar aos canaviais de Alagoas e de todo Brasil.

A propriedade tornou-se referência para produtores, pesquisadores e empresas interessadas em tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e à redução dos custos de produção. É na Fazenda Santo Antônio que ele realiza anualmente o Cana Show Inovação, em parceria com o Sistema Faeal/Senar, que já virou uma referência para o segmento.
Sua capacidade de identificar gargalos operacionais e transformá-los em soluções concretas lhe rendeu o apelido de “Professor Pardal do setor bioenergético”. A alcunha não surgiu por acaso. Ao longo dos anos, Maia desenvolveu equipamentos, protocolos de manejo e sistemas produtivos voltados para desafios históricos da canavicultura, como a recuperação de áreas degradadas, a redução de falhas nos canaviais e o cultivo em terrenos de relevo acidentado.
Entre suas criações mais recentes está o Bisturi Canavieiro, tecnologia que ganhou projeção nacional após seu lançamento durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto. O equipamento foi concebido para recuperar canaviais improdutivos sem a necessidade da reforma total convencional, preservando soqueiras, reduzindo custos operacionais e aumentando a longevidade das áreas cultivadas. A inovação representa uma mudança de paradigma para produtores que enfrentam elevados custos de renovação dos canaviais.
Os resultados observados nas áreas experimentais chamaram a atenção do setor. Em algumas áreas submetidas ao protocolo de cana regenerativa desenvolvido por Maia, a produtividade foi recuperada em tal nível que canaviais destinados à reforma voltaram a apresentar desempenho semelhante ao de áreas jovens, prolongando sua vida útil e reduzindo investimentos em replantio.
Outra frente de atuação do agrônomo está relacionada às áreas de encosta, tradicionalmente consideradas um dos maiores desafios da mecanização da cana-de-açúcar. Com o apoio do Bisturi Canavieiro e de técnicas de manejo associadas, Maia demonstrou ser possível ampliar o cultivo mecanizado em regiões de topografia complexa, abrindo novas perspectivas para estados do Nordeste e outras regiões produtoras do país.
Mais do que inventar máquinas, Edilson Maia construiu uma trajetória baseada na busca contínua por eficiência, sustentabilidade e rentabilidade. Seu trabalho reflete uma visão de agricultura em que a inovação nasce dentro da porteira, a partir da observação cotidiana dos desafios enfrentados pelo produtor rural. E foi justamente essa combinação entre conhecimento técnico, experiência prática e espírito inventivo que transformou um produtor alagoano em uma referência nacional quando o assunto é inovação na cadeia sucroenergética.




